É hora de voltar às semifinais

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Foto: Brito Júnior/UniCEUB

por Vitor Pantoja

Desde a temporada 2011/2012, quando foi campeão do Novo Basquete Brasil (NBB) em cima do São José (SP), o UniCEUB/Cartão BRB/Brasília não alcança a fase semifinal da competição. Após o tricampeonato, os brasilienses amargaram duas eliminações consecutivas para a própria agremiação do Vale do Paraíba nas quartas de final, e, no último ano, caíram diante do extinto Limeira na mesma etapa.

Para esta temporada, a equipe candanga manteve jogadores importantes, como Guilherme Giovannoni, Fúlvio e Ronald. Além disso, trouxe reforços, como Deryk, Pilar e Jefferson Campos para fortalecer o banco de reservas, ponto fraco em anos anteriores. Já no primeiro torneio, a mescla deu resultado. Com méritos, no final de 2015, a nova versão do “Time de Lobos” conquistou a Liga Sul-Americana e garantiu vaga à Liga das Américas 2016.

Giovannoni em ação na última semifinal de NBB disputada pelo UniCEUB/Cartão BRB/Brasília. A equipe venceu a série contra o Pinheiros, disputada em maio de 2012 (Foto: Brito Júnior/UniCEUB)
Giovannoni em ação na última semifinal de NBB disputada pelo UniCEUB/Cartão BRB/Brasília. A equipe venceu a série contra o Pinheiros, disputada em maio de 2012 (Foto: Brito Júnior/UniCEUB)

Na “Libertadores do Basquete”, o esquadrão da capital federal superou lesões de atletas, viagens cansativas, e só não chegou ao Final Four em razão da vitória – no mínimo – controversa do Guaros de Lara (VEN), anfitrião do quadrangular semifinal, sobre o Flamengo na última rodada.

A campanha do UniCEUB/Cartão BRB/Brasília no NBB foi marcada pela irregularidade. Alternando momentos bons e ruins, o time fechou a fase classificatória na sexta colocação e eliminou o estreante Caxias do Sul nas oitavas de final. Até o momento, a temporada 2015/2016 pode ser considerada satisfatória. Na realidade, o título da Sul-Americana com grupo ainda recém-formado foi além das expectativas e aliviou um pouco a pressão sobre os jogadores e comissão técnica de um clube acostumado ao lugar mais alto do pódio.

Versão 15/16 do UniCEUB/Cartão BRB/Brasília já conquistou a Liga Sul-Americana nesta temporada (Foto: Jose Jimenez-Tirado/FIBA Americas)
Versão 15/16 do UniCEUB/Cartão BRB/Brasília já conquistou a Liga Sul-Americana nesta temporada (Foto: Jose Jimenez-Tirado/FIBA Americas)

Porém, a definição de “sucesso” da temporada ou não depende fundamentalmente da capacidade deste plantel de conduzir a equipe de volta às semifinais do NBB. Obtendo êxito na tarefa, atletas e corpo técnico poderão realmente aproveitar a sensação de “dever cumprido” e disputar as fases seguintes sem tanta tensão. Caso contrário, essa versão do “Time de Lobos” terá para si o incômodo estigma do “quase”, que no mundo do esporte de alto rendimento – refém de resultados – equivale ao fracasso.

Após a vitória no primeiro duelo das quartas de final contra o Paulistano, o grande objetivo está mais próximo. Faltam duas vitórias em quatro confrontos. No papel, o UniCEUB/Cartão BRB/Brasília é superior. Para melhorar o cenário, a pressão da torcida não é um fator tão pesado nos domínios do time paulista como em Brasília. O jogo, entretanto, se ganha na quadra, com entrega, união, obediência tática e inteligência nas tomadas de decisão. Cabe aos protagonistas escolherem seu destino. As condições estão dadas. Chegou o momento de quebrar o tabu.

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